domingo, 25 de abril de 2010

Reportagem sobre amamentação

http://cristianaarcangeli.virgula.uol.com.br/saude-e-nutricao/leite-materno-o-alimento-ideal-para-o-bebe/

Você sabia que cada colher de chá de leite materno possui três milhões de células que matam germes? Pois é, o fato é que o leite humano é o melhor alimento que uma criança pode receber, característica que o torna único e inigualável.

O leite humano é essencial para a criança no seu primeiro ano de vida porque contém todos os nutrientes que o lactente necessita nos primeiros meses de desenvolvimento. Além disso, segundo informações do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, o conteúdo do leite humano em nutrientes é o adequado para amadurecer a função renal e intestinal do bebê, ideal para o crescimento e também como matéria-prima para as transformações que o corpo vai sofrendo ao longo do primeiro ano de vida.

Esse leite é também um líquido rico em gordura, minerais, vitaminas e enzimas. Apesar do leite maduro ser formado em 87% por água, os restantes 13% são uma poderosa combinação de elementos, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da criança.

A gordura no leite humano proporciona uma fonte de energia para seu crescimento e desenvolvimento, proporciona o colesterol necessário e ácidos essenciais de gordura. O leite materno é rico em ácidos graxos insaturados de cadeia longa, importante para o desenvolvimento do cérebro.

Mas ainda tem muito mais. Confira abaixo algumas das principais características e nas vantagens que o seu pequeno poderá ter ingerindo o leite materno:

- Possui substâncias antiinfecciosas, as chamadas imunoglobulinas, e é considerado o complemento ideal para as deficiências imunológicas do bebê nos primeiros anos de vida.
- Protege e inibe o desenvolvimento de germes e parasitas intestinais.
- Possibilita um maior contato físico com a mãe, o que contribui para fortalecer o vínculo psicoafetivo.
- As crianças que não são amamentadas ao seio apresentam mais risco de adquirir uma grande diversidade de doenças como: diarréia, eczemas, cólicas, infecção respiratória aguda, otite média aguda, bacteremia, alguns tipos de meningite entre outras.
- Vários estudos já demonstraram o efeito protetor do leite materno contra outras doenças que aparecem mais tarde na vida, tais como: asma, diabetes “tipo 1” e doenças auto-imunes.
- Segundo dados da Organização mundial de Saúde (OMS) o leite materno é rico em vitamina A, o que reduz a gravidade de algumas infecções, além de prevenir doenças oculares causadas por deficiência dessa vitamina.

Achou muito. Então se prepare. Você sabia que amamentar também traz inúmeros benefícios à mulher? Veja só:

- As mães que amamentam geralmente apresentam períodos de infertilidade mais longos após o nascimento do que as que não amamentam.
- A amamentação imediatamente após o parto estimula a contração do útero para que ele retorne ao seu tamanho original de forma mais rápida.
- Amamentar pode representar a forma mais natural de recuperar o peso após a gravidez, já que a gordura acumulada é consumida para a formação de leite.
- Diminui o risco de câncer de mama, aumenta a auto-estima e fortalece o sentimento maternal ao promover o contato pele a pele com o bebê.
- Traz vantagens econômicas, já que é muito mais barato do que alimentar a criança com substitutos do leite materno.

Fases do leite materno
O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que sua composição muda até mesmo durante a mamada! Em uma ou duas semanas, o leite aumenta em quantidade e muda seu aspecto e composição. Este é o leite maduro que contém todos os nutrientes que a criança precisa para crescer. O leite materno maduro parece mais ralo que o leite de vaca, o que faz com que muitas mães pensem que seu leite é fraco, o que é pura ilusão.

Leite do começo:
O leite do começo surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado.
É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água.

Leite do fim:
O leite que surge no final da mamada parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais da metade da energia do leite materno.

A criança precisa tanto do leite do começo quanto do fim para crescer e se desenvolver. É importante deixar que ela pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba pequena quantidade de leite do fim, o que conseqüentemente afetará seu desenvolvimento. Segundo artigo do jornal de pediatria escrito pela especialista Elsa Giugliani é importante que o bebê esvazie uma mama inteira antes de passar para outra, pois o leite do final da mamada contém mais calorias e sacia a criança.

Por que o leite da mãe e não o leite de vaca?
Por mais que não pareça, há muitas diferenças entre o leite materno e o leite de vaca, entre elas, destacam-se:
- Os bebês que se alimentam com leite de vaca encontram-se mais expostos às desidratações, já que necessitam utilizar mais água de seu corpo para formar urina do que os que se alimentam de leite materno.
- O leite de vaca apresenta baixos níveis de cálcio, devido ao excesso de fósforo (que dificulta a absorção de cálcio).
- Os lactentes que se alimentarem com leite de vaca estarão também mais propensos a sofrerem de anemia, já que o ferro do leite de vaca não é absorvido de forma tão eficiente quanto o leite materno.
- Diferentemente do leite de vaca, o leite humano possui maiores concentrações de aminoácidos essenciais de alto valor biológico (cistina e taurina) que são fundamentais ao crescimento do sistema nervoso central.

É importante destacar que o leite de vaca também contém, sim, fatores imunológicos de ótima qualidade, mas para o bezerro. A verdade é que esses fatores só funcionam mesmo para a própria espécie.

Agora a pergunta que não quer calar: Até quando se deve amamentar?
O ideal é que toda criança seja amamentada exclusivamente (só peito e mais nada) até os seis meses e que depois continue no peito até os dois anos de idade ou mais, porém dessa vez com alimentação complementar (papas de frutas e de outros importantes alimentos como arroz, carne, feijão, verduras e etc). Assim que seu filho já tiver idade para ingerir outros alimentos além do leite materno, consulte um pediatra.

Com o tempo, o próprio bebê pode rejeitar o leite da mãe. Isso mostra um amadurecimento por parte da criança, que ao receber outros alimentos, diminui suas necessidades sobre o leite materno e, desta forma, só se saciará com outro cardápio, mais variado.

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